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Motoristas de aplicativos cobram mais segurança em Caxias do Sul
01/10/2019 14:10 em Novidades

Uma carreata foi realizada por motoristas de aplicativo que pediam melhores condições de trabalho e mais segurança no ofício nesta segunda-feira (30), em Caxias do Sul. Os profissionais se concentraram nos Pavilhões da Festa da Uva às 13h, saindo posteriormente em conjunto até a Secretaria Municipal de Trânsito, Transportes e Mobilidade (Smttm). Lá, a Associação Liga dos Motoristas de Aplicativo (Alma) buscou o apoio da pasta, informando os pontos de paralisação e por onde o ato passaria. Os protestos continuaram, com a carreata seguindo aos buzinaços até a sede da empresa Uber, localizada na esquina das ruas Vinte de Setembro com Alfredo Chaves. No local, representantes apresentaram as demandas da categoria. Caso de maior colaboração da companhia com órgãos de segurança e a informação do destino final das viagens para os colaboradores.

Segundo a Alma, a carreata teria saído dos Pavilhões com mais de 300 veículos participantes. O comboio permaneceu parado em frente a unidade da Uber, interrompendo o fluxo no local por alguns minutos. Quando as lideranças do movimento deixaram a reunião no local, a mobilização se dirigiu ao Ministério Público Estadual (MPE). O objetivo é fazer com que o MPE cobre das plataformas de serviço de transporte atendam às reivindicações da classe.

Os atos foram planejados após uma série de casos de violência contra motoristas que trabalham pela Uber e pela 99. Ainda durante o último final de semana, mais casos de assaltos foram registrados pela Polícia Civil. Um dos representantes da Associação Liga dos Motoristas de Aplicativo, Márcio Guimarães, reclama pela falta de colaboração das companhias com Brigada Militar (BM) e policiais civis. Ele pontua que o distanciamento dificulta a evolução de investigações, expondo o temor pela falta de segurança. Afirma que há pouca atenção aos profissionais por parte das plataformas, criticando a situação de desamparo no trabalho. Guimarães ainda salienta que atualmente o serviço é feito “às cegas”, com poucas informações dos passageiros que contratam uma corrida.

Já Rosangela Barbosa Fulcher, que também integra Associação dos Motoristas, defende a importância de que os profissionais busquem participar de grupos. Salienta a necessidade de conectividade entre os trabalhadores da classe. Ela explica que a cobrança da categoria é para que a 99 libere informações de forma ágil aos órgãos de segurança em casos de assaltos ou desaparecimentos. Além disso, expõe que se pede a identificação de áreas de risco no serviço à Uber. Rosangela acrescenta que a intenção é fazer com que as plataformas ajudem no desempenho do ofício.

A Brigada Militar também teria dado apoio ao movimento dos motoristas em Caxias do Sul. Representantes da categoria teriam informado a realização do movimento e conversado com a BM na manhã desta segunda no 12° Batalhão de Polícia Militar (12° BPM).

A carreata dos profissionais que atuam por meio de plataformas digitais de serviços de transporte se encerrou por volta das 16h20, quando o grupo chegou ao Ministério Público.

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