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Carlos Bolsonaro critica vazamentos recorrentes de dados sigilosos após relatório da PF sobre movimentações de seu pai
Por Enrique Brazil
Publicado em 22/08/2025 11:32
Novidades

O vereador do Rio de Janeiro Carlos Bolsonaro (PL-RJ) questionou nas redes sociais os frequentes vazamentos de informações sigilosas, após a divulgação de um relatório da Polícia Federal (PF) que aponta movimentações financeiras superiores a R$ 30 milhões realizadas por seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), entre março de 2023 e fevereiro de 2024.

“Estou movimentando mais dinheiro do que jamais poderia imaginar, segundo os tablóides do regime. E outra: como é possível que dados sigilosos sobre todos os assuntos vazem o tempo todo e isso seja tratado como algo normal?”, escreveu Carlos em sua conta no X (antigo Twitter).

O relatório da PF, enviado ao Supremo Tribunal Federal (STF), detalha que as transações foram detectadas por meio de comunicações do Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras). Segundo o documento, entre 1º de março de 2023 e 7 de fevereiro de 2024, foram registrados R$ 30.576.801,36 em créditos e R$ 30.595.430,71 em débitos nas contas do ex-presidente.

As movimentações envolvem diversas operações financeiras, como transações via Pix, câmbio, transferências bancárias (TEC/DOC), pagamentos de tributos e de contas. A PF destacou que mais de 60% dos créditos, cerca de R$ 19 milhões, foram realizados por meio de Pix, totalizando mais de um milhão de operações.

Além disso, o relatório aponta investimentos em CDBs e RDBs (títulos de renda fixa) em seis registros, que somam mais de R$ 18 milhões. Entre as principais fontes dos recursos recebidos por Bolsonaro estão o Partido Liberal (PL), uma empresa e diversas pessoas físicas. Já os maiores pagamentos efetuados foram destinados a seus advogados, especialmente para a conta de Paulo Bueno.

O Coaf identificou indícios de possíveis crimes financeiros nas movimentações. “As operações financeiras analisadas apresentam suspeitas de lavagem de dinheiro e outros ilícitos penais, tendo como principais envolvidos Jair Messias Bolsonaro e Eduardo Nantes Bolsonaro”, afirma o relatório.

Indiciamento

 

Na quarta-feira (20), Jair Bolsonaro e o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP), que está nos Estados Unidos desde março, foram formalmente indiciados pela Polícia Federal. A corporação afirma que ambos atuaram para dificultar o avanço das investigações sobre a suposta tentativa de golpe de Estado.

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