A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) informou que dezembro será marcado pela volta da bandeira amarela, representando um alívio em relação às bandeiras vermelhas aplicadas ao longo dos últimos seis meses. Com a nova classificação, o adicional será de R$ 1,88 a cada 100 kWh consumidos, conforme já previsto por especialistas do setor elétrico.
Nos meses de junho e julho, vigorou a bandeira vermelha patamar 1. Em agosto e setembro, o cenário se agravou com a adoção do patamar 2. Em outubro, houve recuo para o patamar 1, que se manteve em novembro.
Segundo a Aneel, as projeções de chuva para dezembro são superiores às de novembro na maior parte do País, acompanhando o início do período úmido. Ainda assim, os volumes previstos seguem abaixo da média histórica para o mês. Para os primeiros meses de 2026, a expectativa é de bandeira verde, sem cobrança adicional.
A agência ressalta que as projeções podem mudar. Além do risco hidrológico (GSF), que influencia diretamente o acionamento das bandeiras mais caras, outro fator determinante é o aumento do Preço de Liquidação das Diferenças (PLD), indicador que reflete o custo da energia a ser gerada em cada período.
Com a melhora nas condições de geração, foi possível migrar da bandeira vermelha patamar 1 para a amarela. A Aneel destaca, porém, que o uso das termoelétricas ainda é necessário para atender à demanda, o que justifica a cobrança adicional.
Histórico
O ano de 2024 terminou com bandeira verde, mas a piora nas previsões de chuva levou ao acionamento da bandeira vermelha patamar 1 em junho (em maio, a bandeira já era amarela). Em agosto, durante o auge da estiagem, o sinal subiu para o patamar 2.
Criado em 2015, o sistema de bandeiras tarifárias informa ao consumidor os custos de geração de energia no País e busca reduzir o impacto financeiro nas distribuidoras. Antes, esses custos extras eram repassados apenas nos reajustes anuais, acrescidos de juros. Hoje, os recursos são recolhidos e repassados mensalmente às distribuidoras por meio da “conta Bandeiras”.