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Governo Lula afirma que atuará para reduzir efeitos de tarifas chinesas sobre a carne bovina
Por Enrique Brazil
Publicado em 01/01/2026 11:59
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Em nota conjunta divulgada nesta quarta-feira (31), os ministérios do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), da Agricultura e das Relações Exteriores informaram que o governo brasileiro vem atuando de forma coordenada com o setor privado e continuará dialogando com o governo da China, tanto bilateralmente quanto no âmbito da Organização Mundial do Comércio (OMC), para mitigar os impactos das restrições e tarifas aplicadas à carne bovina do Brasil e de outros países exportadores.

Segundo o comunicado, o governo “acompanha o tema com atenção” e pretende “defender os interesses legítimos dos trabalhadores e produtores do setor”. As pastas explicam que as medidas de salvaguarda são instrumentos de defesa comercial previstos nos acordos da OMC, utilizados principalmente em situações de aumento súbito das importações. Ressaltam ainda que esse tipo de medida não tem como objetivo coibir práticas desleais de comércio e se aplica a produtos de todas as origens.

A nota destaca também que, nos últimos anos, a pecuária brasileira tem contribuído de forma consistente para a segurança alimentar da China, fornecendo produtos competitivos e sustentáveis, submetidos a rigorosos controles sanitários.

A salvaguarda adotada pela China entra em vigor nesta quinta-feira, 1º de janeiro, com duração prevista de três anos. Para o Brasil, foi estabelecida uma cota anual de 1,1 milhão de toneladas. As exportações que excederem esse volume estarão sujeitas a uma sobretaxa de 55%, que se soma à tarifa de 12% já existente.

 

Principal destino da carne bovina brasileira, a China deverá impor dificuldades adicionais ao setor, já que a sobretaxa sobre volumes acima da cota, válida a partir de 1º de janeiro de 2026, tende a ser difícil de compensar no curto prazo. Apesar do crescimento expressivo das vendas para outros mercados asiáticos em 2025, países como Indonésia, Vietnã, Cazaquistão e Macau ainda respondem por menos de 1% do total exportado pelo Brasil.

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