Streaming domina 87% do faturamento da música no Brasil em 2024, aponta relatório
As plataformas de streaming consolidaram sua liderança no mercado musical brasileiro em 2024, representando 87,6% do faturamento total do setor, segundo o relatório Mercado Brasileiro de Música, divulgado nesta quarta-feira (19) pela Pro-Música Brasil.
Ao todo, o segmento movimentou R$ 3,05 bilhões, contribuindo significativamente para o crescimento de 22,5% da indústria musical nacional. Com isso, o Brasil manteve a 9ª posição no ranking global dos maiores mercados de música, conforme dados da Federação Internacional da Indústria Fonográfica (IFPI). O setor como um todo movimentou R$ 3,08 bilhões ao longo do ano.
De acordo com o relatório, os números refletem tanto o aumento do consumo musical no país quanto a evolução nas estratégias das gravadoras e plataformas digitais, que vêm investindo em tecnologia, inovação e distribuição.
Assinaturas puxam o crescimento do streaming
Todos os segmentos de streaming registraram crescimento, mas o destaque ficou com os serviços por assinatura — como Spotify, Deezer, Apple Music, YouTube Music e Amazon Music. Juntas, essas plataformas somaram R$ 2,07 bilhões em receitas, um aumento de 26,96% em relação a 2023. Esse montante representa cerca de 68% do mercado de streaming no país.
O consumo de áudio digital avançou 8,3%, enquanto os vídeos musicais online tiveram um crescimento ainda mais expressivo, de 20,3%.
Vinil lidera o mercado físico
Embora as mídias físicas representem apenas 0,6% do faturamento da indústria musical brasileira, esse nicho apresentou crescimento de 31,5% em 2024, atingindo R$ 21 milhões — o maior valor desde 2017.
O vinil foi o principal responsável por esse avanço, com um faturamento de R$ 16 milhões, alta de 45,6% em relação ao ano anterior. O formato ampliou sua liderança sobre o CD e agora representa 76,7% do mercado físico, contra 23% do antigo dominante.